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Copywriting na Padaria?

By André Gibran | Copywriting

Dia normal hoje. Ou quase normal... Não é todo dia que minha filha de 12 anos tem consulta com uma cirurgiã cardíaca pra definir seu futuro.

Graças a Deus, tudo bem. Sem perigos por hora. Então, como de costume, seguimos pra uma padaria desconhecida pra tomar um café da manhã diferente.

Do lado do hospital a gente achou a padaria Fabrique, em Higienópolis (SP).

Tudo muito bom, vários pães diferentes. Show!

Mas quem gosta de copywriting sempre repara em copy quando vê!

E lá nos fundos da padaria havia várias placas com reportagens de revistas como a Veja São Paulo recomendando a padaria.

Se você entende de copywriting, já entendeu o que é isso: gatilho mental da autoridade.

Desde pequenos somos treinados socialmente pra respeitar e considerar a opinião de autoridades como sendo verdade.

Assim, respeitamos o que dizem os médicos, os policiais, os professores, etc. Infelizmente muitas vezes respeitamos sem nem pensar a respeito.Mas isso a gente discute outro dia.

O que convém considerarmos aqui é que especialistas também são tidos como autoridades. No caso da padaria, foi recomendado por uma revista especializada. Logo, se valeu do princípio da autoridade.

Ver uma reportagem numa grande revista recomendando o lugar que você escolheu satisfaz ao menos 2 necessidades humanas:

  1. Segurança/Certeza: ao saber que uma grande revista recomenda o lugar, você se sente seguro de que fez uma boa escolha;
  2. Significância: muitas pessoas se sentirão importantes por estar frequentando um lugar recomendado.

Mas o que a padaria ganha com isso?

Uma pessoa que se sente bem comendo em algum lugar, que se sente segura por ter feito uma boa escolha e se sente importante por estar comendo por lá tende a compartilhar isso com os outros.

É muito comum que as pessoas já compartilhem a localização de bons lugares onde estão, postando junto fotos do que estão comendo, no Instagram, por exemplo.

Ao saber que o local é recomendado por grandes revistas e jornais, essa vontade de compartilhar e contar pros outros aumenta. Isso favorece a disseminação de notícias boas sobre o local, e traz novos clientes, amigos de quem compartilhou, por exemplo.

Se você tem um negócio local que já saiu em alguma revista, não deixe de colocar isso à mostra.

Um estudo mostrou que pacientes de fisioterapeutas que eram atendidos em salas onde o diploma e títulos do fisioterapeuta estavam expostos na parede tinham maior tendência de seguir as recomendações do profissional em comparação aos pacientes atendidos por profissionais cujos títulos não estavam expostos.

Se você já percebeu o gatilho da autoridade sendo usado, ou se já usou você mesmo, comente aí embaixo. Vou gostar de ler!

Abraço!

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About the Author

Multi-Empreendedor Digital desde 2013, apaixonado em ajudar através da internet, servo de Deus, viciado em progresso e positividade. Tenho notado ao longo dos anos que pessoas de sucesso não são as mais inteligentes, as mais sábias ou as mais qualificadas. Em geral, faz sucesso quem AGE. E pra te ajudar a se tornar uma pessoa de ação é que eu estou aqui!

  • Ana Julia disse:

    André! Adorei o texto, muito bom!

    Mas fiquei com uma dúvida: por que o gatilho usado aí não pode ser considerado como prova social? Ou pode? Existe muita confusão entre esses dois gatilhos? Teria dicas de como facilmente identificar cada um deles sem haver confusão?

    Obrigada!

    • André Gibran disse:

      Show, Ana!
      E a resposta é que pode sim. Não deixa de ser prova social também, mas classificamos como autoridade porque a padaria foi exposta em revistas de grande circulação, famosas.

      Quando sua marca aparece em publicações assim, você ganha autoridade, porque o pensamento é que “só se sua marca for boa mesmo é que ela vai aparecer nessas revistas”.

      Já a prova social pura e simples não precisa disso. O simples fato de muita gente falar bem já constitui prova social.

      Sendo assim, prova social tem mais a ver com quantidade e autoridade tem mais a ver com qualidade!

      Deu pra entender?

      Abraço e obrigado pelo comentário!

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